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quarta-feira, 24 de abril de 2013

PADRES REBELDES : . . . se o papa Francisco não realizar a modernização da Igreja, os católicos, decepcionados, abandonarão a religião em massa.


Antonio Sánchez Solís


Viena, 14 abr (EFE).- Milhares de sacerdotes na Europa e nos Estados Unidos se uniram a uma chamada à "desobediência" de hierarquia, o que não veem como heresia, mas uma advertência: se o papa Francisco não realizar a modernização da Igreja, os católicos, decepcionados, abandonarão a religião em massa.

"A insatisfação chegou até o núcleo, inclusive até as camadas mais leais que vão todos os domingos na igreja", disse em entrevista à Agência Efe Helmut Shüller, porta-voz do grupo de padres austríacos, que em 2011 se rebelou contra o Vaticano e iniciou um movimento ao qual já se uniram 3.500 párocos na Europa e nos Estados Unidos.

O chamado grupo "Iniciativa dos Padres" publicou em junho de 2011 um manifesto no qual "perante a rejeição de Roma de uma reforma que há tempos é necessária", declarava obrigado a seguir sua própria consciência e atuar independentemente dos ditados do Vaticano.

Apoiar a ordenação de mulheres e homens, dar comunhão a todos os "fiéis de boa vontade", "inclusive divorciados" e permitir que também os laicos prediquem a palavra de Deus são algumas das "desobediências" às quais se comprometeu um grupo de padres.

O apoio de cerca de 1000 sacerdotes na Irlanda e nos Estados Unidos, cerca de 700 na Alemanha, mais de 540 na Suíça, contatos com a América Latina, especialmente com o Brasil, e com a África fez destes desobedientes a principal ameaça para a hierarquia vaticana.

O pároco Schüller, cuja rebeldia foi castigada com a retirada do título de "monsenhor", se mostra esperançoso de que a escolha de Francisco suponha o começo da abertura da Igreja, embora advirta que há forças, liderados pelo Opus Dei, que vão pressionar o papa.

Embora reconheça que ainda não está claro se o papa quer iniciar essas reformas, quem nos anos 90 foi diretor de Caritas Áustria, considera que em volta de Jorge Mario Bergoglio "há uma grande pressão por conta das expectativas".

"Esperamos com interesse e não queremos ser mal-educados e impacientes, mas em breve tem que haver sinais", disse Shüller, porque caso contrário pode ser produzido um efeito negativo.

"Se essa esperança se transformar em decepção, vão acontecer duas coisas: muitos vão abandonar a Igreja e os que querem mudanças, vão exigí-las", afirma.

Em qualquer caso, se Francisco decidir fazer mudanças, Schüller acredita que terá que buscar ajuda e enfrentar as congregações mais conservadoras, como o Opus Dei, Comunhão e Libertação e os Legionários de Cristo.

"Está claro que para o Opus Dei, a escolha de Francisco foi uma derrota. Mas o sistema ainda está aí, há muito poder e muito dinheiro, há muitos interesses. É quase possível ter um pouco de medo pelo papa, não deixa de ser perigoso", adverte.

"Há décadas, a administração (vaticana) é fortemente controlada por esses movimentos", explica.

"O maior poder consiste em não fazer nada, como após o Concílio Vaticano II, quando simplesmente não se aplicou o que tinha sido acordado", lembra.

Segundo Schüller, qualquer um que trate de reformar coisas nos Bancos Vaticano vai se encontrar com gente dura "que não tem escrúpulos".

Schüller encoraja o papa a buscar apoio dos bispos e transformar seu sínodo em um órgão de co-governo da Igreja.

Nessa luta de poder e interesses, o ex-vigário geral insiste em que o pilar essencial da Igreja são as comunidades.

"As paróquias ativas são o elemento mais importante da Igreja" e necessitam de apoio e sacerdotes disponíveis, destaca.

"Se essa é a prioridade, é possível permitir que só os homens sejam sacerdotes e expulsar homens com talento simplesmente porque estão dispostos a se casar?", coloca, lembrando que justo esses são os eixos de sua chamada à desobediência.

Schüller compara o afastamento da Igreja com seus fiéis com a proximidade e a acessibilidade que faz com que os cultos evangélicos ganhem terreno na América Latina.

Quem fora defensor das vítimas de abusos sexuais na diocese de Viena rejeita que sua iniciativa seja cismática e assegura que justo essa demonstração que pode ser crítica dentro da Igreja, fez com que muitos fiéis não a abandonem.

Com relação ao fato da "desobediência" não ter chegado ainda na Itália, Espanha ou no leste da Europa, Schüller adverte que essa onda chegará e lembra que na Irlanda "a Igreja e o povo eram um" e, no entanto, agora é um dos eixos do movimento de rebeldia.

Isso está relacionado com a perda de confiança na Igreja pelas ocultações nos casos de abusos a menores, assegura.

"Vamos ficar supresos com o que virá da Polônia, do leste da Europa e do sul da Europa" onde, disse, ainda não foram destapados esses escândalos.EFE










Há muito tempo atrás um SACERDOTE CATÓLICO também não conformado com o rumo que a IGREJA CATÓLICA seguia , pediu mudanças , não foi ouvido , e para piorar ainda mais , foi banido da igreja . 

Foi ruim para IGREJA APÓSTATA CATÓLICA e bom  para VERDADEIRO EVANGELHO .

Seu nome MARTINHO LUTERO .

Lutero não queria fundar uma nova religião , ele queria mudanças de atitudes contrarias as escrituras . Com sua banição da igreja , nascia com ele o PROTESTANTISMO (nome pejorativo dado pelos Católicos até os dias de hoje ) .

Pelo que vejo novos Luteros estão surgindo dentro da IGREJA APÓSTATA CATÓLICA . Sacerdotes assim como foi  Lutero não conformados com o rumo da da igreja ,  se levantam pedindo mudanças .

Só quero ver no que vai dar , ou a igreja muda com seu SISTEMA AUTORITARISMO MEDIEVAL , e ouça as  necessidades atuais de seu povo , ou , nem precisará banir niguém , porque a debanda  vai ser considerável............e É ISSO QUE EU QUERO !!!
 

segunda-feira, 22 de abril de 2013

UM CATÓLICO CONTRA O VATICANO

Em seu livro sobre a Santa Sé, o sociólogo italiano Claudio Rendina revela fatos inéditos e mostra que a avareza, os conchavos e os interesses políticos - mesmo em apoio a regimes totalitários - ainda regem a sede do catolicismo

Laura Daudén
  Ele é católico, mas, nos corredores do Vaticano, é o próprio demônio. Claudio Rendina, escritor, sociólogo e colaborador do tradicional jornal italiano “La Reppublica”, acaba de lançar “Os Pecados do Vaticano – Soberba, Avareza, Luxúria, Pedofilia” (Ed. Gryphus).
 Nele, o especialista em assuntos da Santa Sé julga os escândalos da Igreja Católica a partir dos paradigmas morais por ela pregados. “Recebi cartas anônimas me acusando de comunista e fascista, e isso não faz nenhum sentido”, disse ele à ISTOÉ sobre a intimidação que sofre por conta de seu livro.  
Baseada em pesquisa que abrange do ano 30 d.C. até os dias de hoje, a obra escancara as portas que, por muito tempo, tentaram blindar as autoridades eclesiásticas do Vaticano.
O que mais o chocou nessa longa investigação foram os casos de avareza, uma “indicação da riqueza desmedida da primitiva Igreja de Roma, renovada pelo nepotismo medieval e renascentista”, segundo ele.
 Outros pontos absurdos são os que demonstram a estreita ligação entre a Santa Sé e o regime fascista de Benito Mussolini. 
O livro descreve, por exemplo, como se deu a fundação da empresa de seguros Praevidentia, criada pelo engenheiro financeiro Bernardino Nogara para ajudar a sanar as contas da Santa Sé e da qual participaram diversos senadores claramente adeptos do fascismo.
 Também ­expõe a cumplicidade do papa na guerra de ocupação da Etiópia pela Itália em 1935 ao fornecer armas ao Exército italiano por meio da Officine Meccaniche Reggiane, outra empresa criada com o fim de levantar capitais – um movimento de apoio mútuo oficializado em 1929 pelos Pactos de Latrão (foto), em que Mussolini reconhece o Estado do Vaticano e regulamenta seu sistema financeiro.
                                   
                                                             COOPERAÇÃO : 
 O ditador Benito Mussolini (ao centro) e autoridades eclesiais: autonomia  financeira ao Vaticano

Também há uma infinidade de histórias de luxúria e extravagância. Uma das mais curiosas é a da paixão do papa Gregório XVI (1831-1846) pela esposa de Gaetano Moroni, barbeiro pessoal do cardeal Cappellari. 
Ao longo de sua pesquisa, Rendina deparou-se com os seguintes versos que tratam do romance do papa com a mulher do barbeiro: “Gaetanino é casado: a sua esposa / É uma mulher garbosa, bastante devota / Do vigário de Deus que prende e solta.”
O livro chega às livrarias de diversos países em um momento especialmente delicado para o papa Bento XVI. Os últimos escândalos, desencadeados pelo vazamento de documentos secretos por seu mordomo pessoal, comprovam que pouco separa o Vaticano atual daquele que serve de palco para as histórias de Rendina. 
Como a Santa Sé será julgada por essa incapacidade de se renovar e de operar sobre as bases morais que ela mesma instituiu? 
Para o autor, no contexto do Estado laico, a opinião pública não pode punir a Igreja por seus pecados, mas sim estimulá-la para que “abandone a sua materialidade e se mostre verdadeiramente divina”.
                                            

                                    COMENTÁRIO
Esta matéria foi publicada na época do BENTO 16 pela ISTOÉ independente, mas fica aqui o registro de que tem muita gente aí que esta descontente com sua igreja . E se certa pessoas expressam tal descontentamento ela são chamadas de demônios , facistas e hereges como exemplo esse escritor.
Este escritor não traz nada de novidade o que a história já disse , ele como católico só vem atestar e confirmar a Podridão debaixo dos tapetes da ICAR      

  
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