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sábado, 21 de janeiro de 2012

CATÓLICOS NUNCA MAIS I :


Crescer na fé leva tempo e investimento...

Nasci em uma família católica. Não aquelas famílias que se dizem católicas apenas nas pesquisas. A minha era fervorosa ou como diziam os vizinhos “papa hóstias”, eles não saiam da Igreja. Desta forma, por ter nascido em uma família católica, meio que por herança eu me tornei católica.

Em nenhum momento de minha pequena formação como cristã  fui apresentada as demais religiões ou questionada se era isso mesmo que eu queria. 

Lembro-me de quando pequena das duras manhãs de domingo em que eu ia a missa chorando, pois não queria acordar cedo e minha avó me levava pelas orelhas, e aquelas longas homilias em que eu ficava impaciente e levava vários beliscões de minha avó.

 Com o tempo fui me acostumando com essa rotina de idas e vindas de missas, afinal água mole em pedra dura tanto bate até que fura.

Aos 17 anos encantada com os louvores, decidi fazer parte da comunidade da igreja, e fiz um curso para ser catequista. Eu era jovem, imatura e com pouco conhecimento das coisas de Deus. Fiquei por um mês aos sábados tendo “aulas ” com o Pároco. Ele me ensinou coisas básicas, seguindo um livro para catequistas, e o mostrando como verdade absoluta. Fomos orientadas a seguir esse livro como um guia para ensinar as crianças de 7 a 9 anos.

Essa foi minha entrada voluntaria na Igreja. Gostava de ser catequista, mas percebia que algo estava errado. O carinho e atenção das crianças me motivava a caminhar e as crianças de minha turma fizeram a primeira comunhão. Depois dessa turma não quis mais saber de catequese e fui para o grupo de jovens. 

Em pouco tempo me tornei líder do grupo, mas me entristecia saber que os jovens não se reuniam com o prazer de falar e ouvir as coisas de Deus. 

O que os motivava a ir aos encontros era o prazer da companhia dos amigos, das dinâmicas, das risadas, festas e bagunças.
Nesta época eu tinha descoberto meu amor por Deus, mas sabia pouca coisa sobre ele, seu amor me envolvia, e isso me bastava. Com o tempo fui aprendendo a cantar me aperfeiçoando e passado alguns anos comecei a cantar na Igreja
.
Cantar louvores a Deus era um prazer para mim! Mas em meu coração Deus pedia mais em meus louvores e comecei a buscar louvores não apenas sacros e procurei também pelas musicas gospel que ouvia minhas amigas evangélicas cantarolando pelos corredores do meu serviço. Assim, convenci aos meus colegas do ministério de música a cantar algumas músicas evangélicas nas missas.

A partir deste momento as minhas dores de cabeça começaram. Quando o Padre se deu conta de  que as músicas que estávamos cantando não eram católicas, ele ficou enfurecido. E várias brigas surgiram por causa disso. 

Fiquei muito desanimada, afinal para mim nunca importou se as musicas eram católicas ou evangélicas. Para mim o que importava era um louvor sincero a Deus que convidassem as pessoas a também louvarem, que falasse de Deus e de seu imenso amor.

Neste mesmo período, comecei a questionar algumas práticas dentro da doutrina católica. Um de meus primeiros questionamentos foi a respeito das promessas feitas aos santos. Porque tínhamos que pedir aos santos se poderíamos pedir diretamente a Deus? Porque tínhamos que ficar horas rezando dezenas de Aves- Maria se um breve mais sincero momento com Deus  bastaria?


Minha fé entrou em conflito, via as minhas amigas evangélicas falando do imenso amor de Deus com tanta fé, com tanta convicção e alegria. Nos momentos em que estávamos juntas nós orávamos ao invés de rezar e repetir sequentemente palavras vazias. Eu tinha inveja daquela fé, daquelas orações sinceras feitas a Deus. Eu queria ser como elas e me entregar por inteiro, mais eu não conseguia.

Por um breve momento eu pensei que o problema estava na comunidade em que frequentava, e sai em busca de outras igrejas católicas, a renovação carismática.

Percorria grande distancias para chegar as essas igrejas, passava noites em missas que eram realizadas de madrugada, ia a momentos de louvor com bandas católicas renomadas ( Anjos de Resgate, Rosa de Saron, Adriana, etc.)  mas o vazio permanecia em meu ser.

Finalmente,  Deus abriu meus olhos...

Pude perceber que este lugar onde eu estava não era mais o meu lugar. Eu precisava de um encontro VERDADEIRO com Deus. Um momento em que pudesse me sentir acolhida, amada e  filha de Deus

Essa busca não foi e continua não sendo fácil! Mas sinto em meu coração que irei encontrar a Deus verdadeiramente. Aos poucos Ele foi abrindo meus olhos e me mostrando quais passos seguir.

Estou engatinhando na fé e Deus colocou em meu caminho uma pessoa que me dá a mão e está me ensinando os primeiros passos. Muitas vezes eu cambaleio e caio e volto a engatinhar e algumas vezes tenho  tido grande progressos e dado alguns passinhos sempre me apoiando para não cair.

 Deus  tem me dado uma certeza, a de que meu lugar NÃO é na Igreja Católica! Tenho orado muito para que a cada dia eu esteja mais próxima a ele e escolha o caminho correto a seguir.

Todas as vezes em que  me sinto angustiada, e triste por não estar mais engajada na obra, Deus me faz lembrar do salmo 42, e me inspira a continuar a busca-lo, pois Ele me ensinou que crescer na fé leva tempo e investimento...

"E Jesus lhes disse: Por causa de vossa pouca fé; porque em verdade vos digo que, se tiverdes fé como um grão de mostarda, direis a este monte: Passa daqui para acolá, e há de passar; e nada vos será impossível."  (Mateus 17 : 20)

Adriana

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